Carregando...
  • #carro tem sinistro

Como saber se um carro tem sinistro?

Homem verificando como saber se um carro tem sinistro
31.jan.2025

Adquirir um veículo usado ou seminovo pode ser uma excelente oportunidade para economizar, mas exige atenção a diversos detalhes, como o histórico do carro. Entre os pontos mais importantes a serem verificados está o sinistro, um registro que indica se o veículo sofreu algum evento danoso, como acidentes ou roubos.

Compreender o que é sinistro, os diferentes tipos que existem e como saber se um carro tem sinistro é fundamental para tomar uma decisão de compra consciente e evitar surpresas no futuro. 

Neste artigo, explicaremos como identificar sinistros, os cuidados necessários ao adquirir um veículo com esse histórico e as melhores práticas para garantir um bom negócio. Continue a leitura para entender tudo sobre o assunto e fazer a melhor escolha na hora de adquirir um veículo!

O que é sinistro no carro?

O sinistro no carro ocorre quando o veículo sofre um evento inesperado que resulta em danos significativos, como acidentes, roubos ou desastres naturais. Quando o custo de reparo supera um determinado percentual do valor do veículo, ou quando ele não pode ser reparado, o carro é declarado como sinistrado. 

Existem três classificações principais de sinistro:

  • Pequena monta: danos leves, geralmente reparáveis, que não comprometem a estrutura ou segurança do veículo;
  • Média monta: danos significativos que exigem reparos estruturais, mas permitem que o veículo volte a circular após inspeção;
  • Grande monta: danos irreparáveis, que impedem o veículo de ser legalmente utilizado, sendo destinado ao reaproveitamento de peças.

Veja também: Leilão de sucata 

Existem diversas formas de verificar se um veículo tem registro de sinistro, e adotar essas medidas é fundamental para garantir a transparência do negócio.

1. Consulta pelo Renavam, placa ou chassi

1. Consulta pelo Renavam, placa ou chassi (Detran)

Se a sua dúvida é como saber se um carro tem sinistro, uma das primeiras checagens é consultar a situação cadastral do veículo em canais oficiais, como o Detran do estado onde ele está registrado.

Passo a passo:

1. Separe os dados do veículo

Tenha em mãos, preferencialmente:

  • Placa;
  • Renavam;
  • Chassi (útil para conferir divergências e reforçar a checagem);
  • UF/estado de registro do veículo (para acessar o Detran correto).

2. Acesse o site oficial do Detran do estado

No Google, busque por “Detran + [UF] consulta veículo” e entre apenas em páginas oficiais (confira se o domínio e a identidade visual são do órgão).

3. Encontre a área de consulta do veículo

Em geral, o caminho fica em menus como Veículos → Consultas → Situação do veículo / Débitos e restrições (o nome muda conforme o Detran).

4. Preencha os campos solicitados

Alguns Detrans pedem placa + Renavam; outros aceitam Renavam sozinho; em alguns casos, pode haver consulta por chassi.

  • Digite exatamente como está no documento;
  • Faça a validação de segurança (captcha), se aparecer.

5. Leia o resultado com foco em “pendências” e “restrições”

Essa consulta costuma mostrar itens como:

  • Situação do licenciamento;
  • Débitos (IPVA, multas);
  • Restrições administrativas/judiciais (quando informadas);
  • Alertas cadastrais (variam por estado).

6. Interprete com cuidado o que aparece sobre sinistro

Quando há registro oficial de dano de média monta, pode constar anotação/restrição vinculada ao histórico do veículo (por exemplo, indicação relacionada a sinistro) e, para voltar a circular, o veículo passa por regularização/inspeções e emissão de documentos específicos, conforme a regulamentação aplicável.

7. Salve evidências da consulta

Faça print ou PDF da tela (quando possível) e guarde a data/hora. Isso ajuda na negociação e na comparação com outras fontes.

Importante: a profundidade das informações varia por estado e pelo que cada Detran disponibiliza. Por isso, para fechar a checagem de como saber se um carro tem sinistro, o ideal é complementar com relatório veicular pago e/ou vistoria cautelar (especialmente em veículos de maior valor).

2. Histórico veicular em empresas especializadas

Para aprofundar como saber se um carro tem sinistro, uma boa prática é contratar um relatório veicular pago em plataformas de consulta (por site ou app) ou por meio de vistorias cautelares que incluem histórico. Exemplos de onde encontrar:

  • Sites e apps de consulta veicular (placa/chassi): você acessa o site oficial (ou o app na loja oficial), informa placa e/ou chassi, faz o pagamento e baixa o relatório. Alguns exemplos no Brasil incluem Olho no Carro, TrakCar e Historicar;
  • Empresas de vistoria cautelar que também entregam histórico: se você já pretende fazer uma checagem mais técnica, dá para obter o histórico junto com a vistoria. A DEKRA, por exemplo, oferece vistoria cautelar e menciona a inclusão do Histórico Veicular Checkauto como parte do serviço.

Passo a passo (bem prático) para usar um relatório pago

  • Escolha uma plataforma/empresa confiável (site oficial ou app oficial);
  • Tenha em mãos placa e, se possível, chassi (chassi costuma aumentar a precisão);
  • Faça o cadastro, realize o pagamento e gere o relatório;
  • Leia com atenção os campos de sinistro, restrições/bloqueios, roubo/furto, leilão e observações gerais;
  • Salve o PDF e cruze com outras checagens (documento/CRLV, vistoria cautelar e inspeção física), porque cada base pode ter limitações.

3. Análise do CRLV/CRV e anotações que indicam sinistro

Além do CRLV (ou CRLV-e), vale conferir o CRV (quando houver) e, se possível, o cadastro no Detran. Essa checagem ajuda muito quem quer entender como saber se um carro tem sinistro, porque parte das informações relevantes aparece justamente no campo “Observações” do documento.

Onde olhar (passo a passo):

  1. Abra o CRLV-e (app Carteira Digital de Trânsito/CDT ou PDF do CRLV-e);
  2. Procure o campo “Observações” (ou “Anotações/Restrições”, conforme o layout do seu estado);
  3. Se você tiver acesso ao CRV (antigo DUT) do veículo, confira também o campo “Observações” do CRV;
  4. Compare o que aparece no documento com as restrições/observações exibidas na consulta do Detran (quando disponível).

O que costuma aparecer quando há sinistro “relevante” no cadastro

A nomenclatura pode variar por estado, mas os sinais mais comuns envolvem:

  • Dano de média monta (DMM): a Resolução do Contran determina que, após a recuperação/regularização, deve constar no campo “observações” do CRV/CLA (documento) o número do CSV e a palavra “Sinistrado” ou a sigla “DMM”, e isso permanece no documento e no cadastro até a baixa definitiva. 
  • Ou seja, exemplos de “anotações” que você pode encontrar:
  • “Sinistrado”;
  • “DMM”;
  • “CSV nº XXXXX” (ou referência ao CSV).
  • Dano de grande monta (DGM): o Contran prevê que veículo enquadrado como dano de grande monta deve ser classificado como “irrecuperável” e ter baixa do cadastro, ou seja, não é um caso de “regularizar para voltar a rodar” como regra. 

E a “pequena monta” aparece no documento?

No uso comum, muita gente chama dano leve de “pequena monta”. Na norma do Contran, isso aparece como dano de pequena monta (DPM), definido como dano que não atinge componentes estruturais (longarinas e travessas) e que é classificado como pequena monta

Na prática, danos leves/DPM geralmente não geram uma anotação padronizada no CRLV/CRV como ocorre na média monta (que exige CSV + “Sinistrado/DMM”). Em materiais públicos de referência, também aparece o entendimento de que não se deve incluir “pequena monta” no campo de observações do documento.

Outras “observações” que podem acender alerta

Mesmo quando não aparece “Sinistrado/DMM/CSV”, vale ficar atento a observações como:

  • Chassi remarcado” / “motor remarcado” (podem decorrer de várias situações e exigem conferência documental e vistoria);
  • Restrições administrativas/judiciais (bloqueios, impedimentos de transferência etc.).

4. Vistoria cautelar e checagem técnica

Se a compra envolve alto valor ou se você quer máxima segurança, faça uma vistoria cautelar (empresa especializada) e/ou avaliação mecânica com profissional de confiança. Essa etapa ajuda a identificar sinais que nem sempre aparecem em documentos, como:

  • Desalinhamentos estruturais,
  • Soldas e reparos fora do padrão,
  • Peças substituídas/repintura,
  • Pontos de deformação.

Vale a pena comprar um veículo sinistrado?

Comprar um veículo sinistrado pode ser uma escolha vantajosa dependendo de alguns fatores. Entretanto, é necessário avaliar cuidadosamente todos os aspectos para garantir que a aquisição seja segura e traga benefícios financeiros reais. 

Aqui, mostraremos os principais pontos que devem ser considerados para ajudar você a decidir se vale a pena investir em um veículo sinistrado:

Tipo de sinistro

Veículos classificados como de pequena monta podem ser excelentes oportunidades, pois os danos geralmente são leves, não comprometem a estrutura do automóvel e podem ser reparados sem grandes custos. 

Já veículos de média monta, embora possam exigir reparos mais significativos, ainda são permitidos para circulação após a devida regularização. Esses veículos podem ser interessantes para quem busca um preço abaixo do mercado e não se importa em investir em manutenção.

No entanto, veículos de grande monta, cuja estrutura foi comprometida de forma irreversível, não podem voltar a circular. Eles são destinados apenas ao desmonte e à utilização de peças, o que os torna atrativos apenas para quem trabalha com revenda de componentes.

Preço

Um dos principais atrativos de veículos sinistrados é o preço, que geralmente é consideravelmente mais baixo do que o de veículos sem histórico de sinistro. Em muitos casos, o desconto pode chegar a 30% ou mais em relação ao valor de mercado. Isso pode representar uma grande economia, especialmente para quem planeja usar o carro como utilitário ou em situações em que a estética perfeita não seja prioritária.

Por outro lado, é importante levar em conta os custos adicionais. Reparos, regularização da documentação e eventuais pendências, como débitos de IPVA ou multas, podem aumentar significativamente o custo final do veículo. Antes de fechar o negócio, faça um levantamento detalhado de todos os gastos necessários para colocar o carro em pleno funcionamento.

Documentação e regularização

Antes de adquirir um veículo sinistrado, é essencial verificar a situação documental do bem. Certifique-se de que todas as informações estão devidamente registradas e que o carro pode ser regularizado para circulação. Em muitos casos, veículos adquiridos em leilão já vêm com um relatório detalhado que descreve as condições do automóvel, incluindo informações sobre o sinistro.

Além disso, é necessário realizar a vistoria veicular obrigatória no Detran para atestar que o veículo foi reparado e está em condições seguras para circular. Isso inclui a emissão de um novo Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

Segurança e integridade do veículo

A segurança deve ser prioridade em qualquer compra de veículo, especialmente no caso de sinistrados. Antes de fechar negócio, é altamente recomendável levar um mecânico ou engenheiro automotivo de confiança para avaliar o estado do automóvel. Essa inspeção técnica pode identificar problemas estruturais, elétricos ou mecânicos que poderiam passar despercebidos durante uma análise superficial.

Para veículos que passaram por sinistros de pequena ou média monta, certifique-se de que os reparos foram feitos com qualidade e que não há danos ocultos que comprometam a dirigibilidade ou a segurança.

Acesse e venha saber mais informações sobre carros recuperados de sinistro

Conte com a Pestana Leilões

A Pestana Leilões é referência em transparência e segurança no mercado de leilões. Com mais de 40 anos de experiência, a empresa disponibiliza todas as informações necessárias para que os participantes saibam como consultar se um carro tem sinistro e possam tomar decisões conscientes.

Confira a agenda de leilão de veículos da Pestana Leilões e adquira o carro ideal por um excelente custo-benefício. Aproveite a oportunidade de fazer um negócio seguro e vantajoso!


Leia também: Avaliar veículo de leilão